domingo, 26 de junho de 2011

Um dia qualquer


Qualquer dia irei voltar, meu amigo.
Nesse dia correrei para teus braços, sentirei teu cheiro familiar, e tudo estará bem.
Estarei em casa.
Andaremos pelas ruas silenciosas, sob o céu cinza do inverno, acolhidos no calor humano, na compaixão da essência da vida. O vento suave e gelado levando nossos cabelos para dançar, meu coração preenchido com o som da sua voz, e acolhido pelo calor do toque da sua mão na minha. Iremos para casa; cada canto representa cada um de nós, cada objeto relembrando nossos momentos - pura nostalgia - vejo que nada mudou, nem a cor da parede, nem as fotos que enfeitam - ainda ouço aquela velha risada - é como se tivesse sido ontem. É como se pudesse ter sido hoje. Sinto tanto a sua falta.


Aos meus velhos amigos

Bruna Nunes de Souza

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Visita do Mário


Um passarinho pousou em minha janela.
olhou-me curiosamente por um bom tempo
em seu ritmo acelerado de ver as coisas.

Assobiou um assobio de alerta, ele queria dizer-me algo,
e na língua da Mãe-natureza pôs-se a cantar:

- Corra para longe, guria!
Corra para ver o mar antes de acabar.

Corra para ver as colinas,
Corra para qualquer lugar!
Corra antes que seja tarde,
Antes que a felicidade acabe
E eu não volte a cantar!

A Besta


Palavras malditas cuspidas em sua face.

O Filho ainda ouve o que a velha diz,

E repete!

Não vê, ó Messias
O efeito que tuas palavras têm?
Depois não me venha dizer que é para o bem.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

E tudo vira Bosta...


Uns me disseram: aproveite!
outros me disseram: aproveita.
O primeiro era a vida
E o outro, toda a bosta resumida.

Arrependimento


Antes tivesse sido Adolescente
E aproveitado a rebeldia.
O inimigo não era só o sistema,
Era toda a família reunida.