domingo, 1 de agosto de 2010

Título feito pra filmes "Sessão da Tarde"...


...Produzidos por qualquer indústria inepta "Holywoodiana".

"Foi aos doze anos de existência que percebi a verdade dolorida do mundo através de músicos como Ian Curtis e Iggy Pop. Rompi de maneira cruel qualquer utopia, que quando criança, se constrói para a vida; desconfigurei a educação superficialmente militar que recebi; rasguei minhas roupas; picotei meu cabelo; tingi-o de verde; e comprei a minha primeira guitarra.
Sair pelas ruas de cabelo verde é arrastar olhares para a sua simples pessoa. Delinquente foi no que me transformei para tia Eunice, rebelde para a maioria simplesmente por querer pertencer a outra década, a que nunca deveria ter morrido. Falavam, com total certeza, que meu comportamento tornou-se algo insuportável, e meu ego do tamanho de Júpiter. Que meus ideais estariam ultrapassados e que meu gosto musical, morto e enterrado.
Me criticaram, não me aceitaram. Como se as palavras dos "certos" afetassem meu ego gigantesco, ou como se eu simplesmente desse ouvido por uma corja de fúteis jovens do século vinte e um.
Porém, em 2004, havia "enês" motivos para ser rebelde, um verdadeiro rebelde com causas, e que causas! Tanto natural, quanto artístico e principalmente político! Mas algum retardado resolveu criar a "revolta pacífica" e então fui vista como a errada da história. Mas não era a única.
Fazer a diferença é o que todo bom jovem quer para a sua juventude, é como crescer como pessoa, entretanto é preciso saber se rebelar e ter reais motivos para isso.
Fui a rebelião em pessoa, como se a década de 70 estivesse voltado a tona, como se Andy Warhol estivesse mais vivo do que nunca, como se David Bowie estivesse jovem, e The Ramone nas rádios, e Cherry Bomb na boca de toda garota, como se tudo isso estivesse misturado com os ideais de Oswald de Andrade, Chico Buarque e a Tropicalia, como se os jovens radicais contra o militarismo estivessem dentro de mim."

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